menu close2 Menu
search
Cancelar
Veja todas as fotos
Álvaro Bilbao, especialista em psicologia infantil: 'Quando as crianças estão tristes, elas não demonstram tristeza nem preocupação, mas sim raiva e distanciamento'
Publicado em 28 de outubro de 2026 às 19:55
Siga o Purepeople no Google Adicione-nos às suas fontes preferidas
Crianças tristes nem sempre choram ou demonstram preocupação. Álvaro Bilbao explica como identificar sinais de sofrimento emocional e acolher os filhos
Álvaro Bilbao, especialista em psicologia infantil: 'Quando as crianças estão tristes, elas não demonstram tristeza nem preocupação, mas sim raiva e distanciamento' Crianças tristes nem sempre demonstram o que sentem por meio do choro. Irritação e distanciamento também podem ser sinais de desconforto emocional Mudanças no comportamento infantil podem indicar que a criança está enfrentando sentimentos que ainda não consegue expressar em palavras A tristeza na infância pode se manifestar de maneiras diferentes. Observar o comportamento e oferecer acolhimento ajuda a fortalecer o diálogo entre pais e filhos Crianças podem ter dificuldade para identificar e expressar emoções. Psicólogo explica como os adultos podem ajudar os pequenos a falar sobre sentimentos

Nem sempre uma criança triste vai chorar, demonstrar preocupação ou admitir que alguma coisa está errada. Em determinadas situações, o sofrimento emocional pode aparecer de outra maneira: na irritação, no afastamento dos familiares ou em atitudes que os adultos interpretam como desobediência. Entender esses sinais, portanto, pode ser um passo importante para melhorar a comunicação entre pais e filhos.

O neuropsicólogo infantil Álvaro Bilbao chamou a atenção para essa questão em um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual compartilhou orientações para ajudar as crianças a expressar o que sentem. O especialista, conhecido por abordar temas relacionados à criação dos filhos e à educação emocional, destaca que os pequenos nem sempre conseguem identificar as próprias emoções ou encontrar palavras para explicar o que estão vivendo.

“Quando estão tristes, não vão demonstrar tristeza nem preocupação, mas vão se mostrar irritados, distantes ou apresentar comportamentos que consideramos inadequados”, explica Bilbao, em declaração reproduzida pelo jornal espanhol El Confidencial.

Como ajudar os filhos a expressar o que sentem?

Para facilitar esse diálogo, Bilbao apresenta quatro recomendações que podem ser incorporadas à rotina familiar. A proposta é criar um ambiente no qual as crianças se sintam seguras para falar sobre suas emoções, sem medo de serem repreendidas ou incompreendidas.

Veja também
Limpar a cozinha antes de dormir: na psicologia, esse hábito revela muito mais do que um simples desejo de limpeza
1. Observe as mudanças de comportamento

O primeiro passo é prestar atenção à maneira como a criança age. Se ela estiver mais irritada do que o habitual ou começar a se afastar dos familiares, os pais podem tentar entender o que está acontecendo antes de corrigir a atitude. O comportamento, segundo a orientação do especialista, pode ser uma forma de demonstrar um desconforto que ainda não consegue ser colocado em palavras.

2. Pergunte como a criança está se sentindo

Em vez de pressionar os filhos a dar explicações, os adultos podem iniciar uma conversa de maneira natural e acolhedora. Bilbao sugere uma abordagem simples: dizer que percebeu uma mudança de comportamento e perguntar se há algo que possa fazer para ajudar.

Também é importante respeitar o tempo da criança. Ela não precisa falar imediatamente sobre o que a incomoda, desde que saiba que pode procurar os pais quando estiver pronta.

3. Compartilhe experiências da própria infância

Contar situações vividas pelos adultos quando eram crianças também pode ajudar. Ao explicar que já sentiram raiva, frustração ou tristeza em circunstâncias semelhantes, os pais mostram aos filhos que essas emoções fazem parte das experiências humanas.

A iniciativa pode facilitar a identificação dos sentimentos e ajudar os pequenos a perceber que não são os únicos a passar por determinadas situações.

4. Acolha as emoções sem julgar

A quarta orientação é validar aquilo que a criança sente, mesmo quando os pais não compreendem de imediato sua reação. De acordo com Bilbao, o medo de ser julgado ou de se sentir sozinho ao expressar as próprias emoções pode fazer com que muitos filhos evitem contar aos adultos o que estão vivendo.

Por isso, demonstrar disponibilidade para ouvir é fundamental. A criança precisa perceber que pode falar sobre suas preocupações sem receio de que seus sentimentos sejam tratados com desprezo ou incompreensão.

O objetivo não é ignorar comportamentos inadequados, mas evitar que a tentativa de corrigi-los impeça os adultos de perceber o que a criança está tentando comunicar.

Por que prestar atenção às emoções na infância?

A dificuldade de expressar sentimentos pode tornar a comunicação entre pais e filhos um desafio, especialmente quando os adultos esperam que as crianças expliquem com clareza o que está acontecendo. A orientação de Álvaro Bilbao é olhar para além das reações mais visíveis e considerar que nem sempre o comportamento revela, de maneira direta, o que os pequenos estão sentindo.

Ao observar mudanças de atitude, abrir espaço para conversas e respeitar o tempo dos filhos, os pais podem favorecer uma relação de confiança. Afinal, aprender a reconhecer e comunicar as próprias emoções é um processo que exige tempo, compreensão e apoio dos adultos.

Matérias relacionadas
Essas são duas frases que devemos evitar quando as crianças começam a frequentar a escola: outros dois hábitos devem serem adotados, segundo uma pedagoga especialista em dificuldades de aprendizagem
Essas são duas frases que devemos evitar quando as crianças começam a frequentar a escola: outros dois hábitos devem serem adotados, segundo uma pedagoga especialista em dificuldades de aprendizagem
'Não preserva nem as filhas! A avó honrosa deveria tirar a guarda delas e ficar com as crianças': Silvia Abravanel detona Virgínia após vídeo polêmico com dinheiro em short nos EUA; filha de Silvio Santos diz que influenciadora está 'esfregando na cara de todos o que sempre foi'
'Não preserva nem as filhas! A avó honrosa deveria tirar a guarda delas e ficar com as crianças': Silvia Abravanel detona Virgínia após vídeo polêmico com dinheiro em short nos EUA; filha de Silvio Santos diz que influenciadora está 'esfregando na cara de todos o que sempre foi'
A psicologia afirma que as crianças que cresceram na década de 1960 aprenderam uma versão de resiliência emocional que a paternidade moderna acidentalmente eliminou de toda uma geração
A psicologia afirma que as crianças que cresceram na década de 1960 aprenderam uma versão de resiliência emocional que a paternidade moderna acidentalmente eliminou de toda uma geração
Por Luiz Eugênio de Castro | Reality show, redes sociais e TV
Leonino apaixonado por entretenimento e cultura pop! Filho legítimo de Britney Spears e obcecado pela Anitta, claro!
Sobre
Sheron Menezzes
Sheron Menezzes
Os psicólogos concordam: assistir novamente a filmes ou séries que já vimos não é perda de tempo ou falta de memória; está relacionado à busca pelo bem-estar
30 de agosto de 2026 às 05:59
Todos os itens
Palavras-chave
Famosos brasileiros Entretenimento Principais notícias Curiosidades Polêmica TV TV Globo Novelas Novela Por Você